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327 milhões de cristãos vivem em países onde há perseguição religiosa

Segundo o documento, que é publicado a cada dois anos, 61% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa não é respeitada, o que significa que de cada 10 pessoas no mundo, 06 não podem expressar a sua Fé com total liberdade.

Além disso, estima-se que 327 milhões de cristãos vivam em países onde há perseguição religiosa e 178 milhões em países onde se discrimina por seguir alguma religião. Isso significa que 1 de cada 5 cristãos no mundo vive em países onde há perseguição ou discriminação.

Javier Menéndez Ros, diretor do escritório de AIS Espanha, comentou que considera muito grave que nos últimos dois anos tenha havido uma “diminuição significativa da liberdade religiosa no mundo, comprovando que há um crescente desrespeito por este direito nos últimos dois anos”.

“A liberdade religiosa é o barômetro de muitos outros direitos humanos. Quando o direito à liberdade religiosa é violado, é sistemático e imediato que haja outros direitos fundamentais que também sejam violados”, afirmou.

Dentre os 196 países analisados no relatório, em 38 ocorrem grandes violações contra a liberdade religiosa, dos quais 21 sofrem perseguição direta e 17 sofrem discriminação por causa do credo professado. A situação tem piorado sobretudo na Índia e na China.

São 16 o número de países que sofrem estes dois tipos de repressão, entretanto são nações muito populosas tais como a China, a Índia, a Coreia do Norte, a Birmânia e o Vietnã, totalizando uma população de mais de 3 bilhões de pessoas, aproximadamente 40% da população mundial.

A situação melhorou em países onde um último estudo, datado de 2016, apontava violações graves do direito à liberdade religiosa. Dentre essas nações estão o Iraque e a Síria. “No Iraque e na Síria, desde a derrota do Estado Islâmico, muitos cristãos estão voltando para seus lugares de origem e estão reconstruindo suas vidas, suas casas”, ressaltou Menéndez Ros.

O diretor do AIS Espanha advertiu que uma região preocupante atualmente é o centro da África, onde se evidenciaram o deslocamento de numerosos grupos jihadistas. “Nessa região, que inclui países como a Mauritânia, Senegal, Camarões, Mali, Gâmbia, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Sudão, República Centro-Africano e Etiópia, entre outros, evidenciaram há alguns anos um aumento da presença de guerrilheiros jihadistas que adquirem diferentes nomes e grupos, cada vez quebrando mais a maneira pacífica que estes países tiveram para entender a convivência entre as religiões tradicionais”, disse. (EPC)

Via Gaudium Press

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