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China: para escapar do Partido Comunista, cristãos se reúnem em cemitérios e florestas

Para não serem presos Cristãos da China cultuam a Deus em lugares não convencionais como cemitério, currais de ovelhas e chiqueiros...

A população cristã que vive na China tem sido obrigada à inventar maneiras de conseguir se reunir para cultuara Deus, já que por ordens do Partido Comunista do país, muitos templos cristãos foram fechados e até demolidos completamente.
Diante de tal cenário de perseguição religiosa, os seguidores de Cristo optaram por se congregar em ambientes insalubres, como florestas e cemitérios.
A ideia dos cristãos chineses ao se reunirem em locais desse tipo é diminuir o risco de serem encontrados e punidos pelos agentes do Partido Comunista. Por outro lado, a falta de estruturas físicas permite que eles se desloquem regularmente, impedindo que a fixação de um endereço facilite o encontro com as autoridades do governo.
“Temos que sentar no chão, e muitos insetos pequenos rastejam por toda a roupa. Durante o verão, o calor é insuportável e todos suam profusamente. Nos reunimos onde podemos encontrar mais sombra”, disse um cristão local que não quis se identificar por razões de segurança, segundo a Bitter Winter.
Chiqueiros e cemitérios são locais usados pelos cristãos, por serem mais improváveis. Eles preferem se submeter a tais condições, ao invés de aceitar a “regulamentação” oferecida pelo Partido Comunista, visto que ela retira das igrejas a plena liberdade religiosa, impondo até mesmo alterações em suas doutrinas.
“Os cristãos fora das igrejas sancionadas pelo Estado não podem mais cultuar sem medo de assédio, detenção ou até mesmo prisão”, declarou Gina Goh, gerente regional da organização Internacional Christian Concern (ICC), ao comentar o fechamento de uma das maiores igrejas cristãs da China este ano, com 1000 membros.
Entre essas sanções estão elementos de verdadeira adoração ao Partido Comunista, conforme um documento que os membros de uma igreja situada em Jinyuan, Yuanzhou, foram obrigados à assinar como forma de obediência ao regime.
“Farei o que o Partido ordena, farei tudo o que o Partido diz. Eu vou obedecer ao partido. De agora em diante, não vou mais realizar reuniões, não louvarei a Deus e não orarei a ele”, diz o texto.

Fonte: Gospel +

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