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Experiência Missionária VIII- Por Mairo de Melo Menezes.

Transporte, logística, e o preconceito de alguns atendentes de companhias aéreas em relação a estrangeiros.

Uma questão que deve ser considerada quando pensar em missões é a logística.

Tudo começa com a compra das passagens, que nem sempre, você consegue exatamente para a data que desejas viajar e tampouco pelo preço que tens condições de pagar. Estes são alguns detalhes que fazem a diferença na experiência missionária.

Outra questão de se levar em conta é o tamanho da equipe por questões de mobilidade, quando o grupo é muito grande dá bastante trabalho organizar a questão das viaturas, qual tipo de veiculo vai demandar, etc.
É lógico que em tudo Deus dá discernimento para a pessoa que se dispõe a ir, porém, o Senhor também permite que aprendamos com nossas próprias experiências, e às vezes acabamos nos enfrentando certas dificuldades.

Por não se preparar espiritual, mental, psicologicamente e tampouco fazer o mínimo planejamento, soube de irmãos que acabaram voltando para casa antes do prazo proposto no início da jornada devido às dificuldades em adaptar-se com a realidade do local onde foi realizar a missão.

Uma questão bastante preocupante é quando se deve trocar de aeronave entre aeroportos ou realizar conexões com horário apertado.

Nesta última viajem a Moçambique tivemos alguns momentos bastante estressantes; começando por nossa chegada em Johanesburgo onde a língua falada é o inglês e a maioria das pessoas atendentes da companhia da qual nos utilizamos para voar estava de mau humor.

Não falo inglês, porém, algumas palavras eu consigo entender bem, e havia atendentes ironizando e fazendo piadas conosco, etc. – mas isso não é nada comparado a irmãos que perdem a vida por causa do Evangelho.

Conseguimos nos defender por que Deus enviou um argentino que falava fluente o inglês e dado ao fato de me comunicar razoavelmente bem em espanhol, conseguimos a informação que precisávamos; mesmo assim, ainda perdemos o vôo de Johanesburgo para Maputo e tivemos de buscar outro causando inclusive a perda da passagem de Maputo a Téte.

Outra dificuldade que enfrentamos foi relacionada à bagagem, como o Pr. Richard (companheiro nosso nesta jornada que é Pastor em Belo Horizonte) havia levado uma enorme mala cheia de materiais para ensino infantil e evangelismo. No meio da confusão das trocas de vôos quedou extraviada – juntamente com o Bombo do irmão Samuel – e só conseguimos resgatá-la dois dias depois de nossa chegada em Téte.
O mais importante na Missão é o missionário não perder o foco e a fé de que o Deus que te enviou esta cuidando dos detalhes.

E por mais planos que façamos é necessário lidar com imprevistos, o que exige certa flexibilidade. Como e o que vai acontecer? Este é o segredo da grande aventura da experiência missionária.
Por fim, se deve confiar em Deus acreditando que Ele deliberadamente está lhe guiando os passos e fazermos nossa parte, qual seja:
Simplesmente dizer: Eis-me aqui SENHOR, envia-me a mim.

Mairo de Melo Menezes.

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