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Esperança de mudança a partir das crianças

Editora de revista infantil espera que o material desperte a nova geração no Irã a se comprometer com o evangelho

Hoje é celebrado o Dia das Crianças e nós queremos convidar você a saber um pouco mais sobre a realidade das crianças em um país onde há perseguição. No Irã, além de um rígido regime islâmico na escola, há propaganda para o martírio até mesmo nas figuras dos livros didáticos infantis e descrições gráficas de execuções a “infiéis”. O regime iraniano começa a trabalhar na mente das crianças desde muito cedo. Com o mesmo objetivo de formar a mente das crianças ainda pequenas, uma nova revista para crianças cristãs foi lançada. A editora da revista, Mitra, compartilha porque isso é tão importante.

Mitra conta que há um desenho infantil no Irã que mostra um super-herói em um penhasco esperando pelo exército inimigo passar. Então ele pula, puxa os fios do colete bomba e grita: “Em Alá eu coloco a minha confiança, Allah Akbar!”. Depois da explosão, a tela fica preta. “Esse é o mundo em que uma criança iraniana cresce”, diz a editora.

No Irã, o martírio é promovido como a maior manifestação de um bom muçulmano. É visto como um bom ato que é capaz de limpar uma pessoa de todos os seus pecados. Mas é preciso enfatizar que muitos muçulmanos iranianos discordam dessa abordagem do regime iraniano.

A influência da escola
Enquanto a maioria dos muçulmanos iranianos não adere à versão mais rígida do islamismo promovida pelo regime, nas escolas não há forma de escapar. Um escuro mundo de pecado é a única coisa de que todas as crianças iranianas têm medo. Mitra relembra o papel importante que isso teve em seu próprio tempo de escola.

“Nós temos que aderir a regras islâmicas rígidas. Eram tantas que eu não consigo lembrar de todas. Para ter certeza de que nós as realizamos, eles escolhiam espiões entre nós que contavam quando nós errávamos. Por causa disso, a escola era como uma prisão para mim. Toda manhã, quando eu precisava ir para a escola, tremia de medo. Eu sempre tinha medo de quebrar uma regra, me envergonhava e desconfiava dos outros. Esse ambiente realmente desencoraja você de se tornar rebelde e essa é exatamente a meta do governo iraniano”, conta.

Confira também a história de Hami, um menino cristão do Irã que experimentou a perseguição ao ver o pastor de sua igreja doméstica ser preso.

Já que Mitra teve uma influência ruim do governo em sua própria juventude, ficou claro, depois de se tornar cristã, qual era seu chamado. Ela levantou sua voz e disse com determinação: “Nós precisamos recuperar nossas crianças. Salvá-las desse regime. Eu quero plantar sementes de fé no meio da escuridão. Eu quero espalhar luz e amor ao invés de medo e vergonha”.

As crianças trarão mudança ao Irã, Mitra está convencida disso. É por isso que ela está atualmente muito preocupada com o que acontece nas igrejas domésticas.

Combustível para mudança
Por causa da perseguição, igrejas domésticas no Irã estão espalhadas e o trabalho infantil é muito fraco. Dificilmente há materiais infantis disponíveis e muitas crianças não participam dos cultos. Ao invés disso, elas vão para seus quartos ou assistem televisão.

Um combustível para mudança, Mitra nos mostra a nova revista infantil em que ela está trabalhando. O objetivo é envolver as crianças iranianas na vida da igreja. É uma coleção de histórias coloridas, jogos e imagens. Ela contém recursos específicos para crianças, mas também tem estudos para fazer com a família toda.

“Há uma versão em quadrinhos da passagem bíblica que a família vai estudar. Também há uma seção com perguntas para discutirem juntos e uma página para os pais ou professores com dicas de como contar a história do evangelho de uma forma poderosa”, Mitra compartilha.

Mudança para o país
A cada mês, essa revista abastecerá um pouco a escola dominical nas igrejas domésticas no Irã. Mitra está em contato com um grupo cada vez maior de pessoas com um coração voltado para crianças que mal pode esperar a primeira edição aparecer. Em semanas, a primeira edição será distribuída de uma maneira segura.

“É minha esperança que esse recurso tornará cada pai em um professor de escola dominical. As igrejas domésticas e famílias começarão a estudar a Bíblia com as crianças e, juntos, serão uma mudança em um país que está desesperadamente precisando de Cristo”, conclui a cristã.

Para ensinar sobre a realidade da perseguição para crianças, baixe agora um e-book com 10 atividades que reforçam o aprendizado bíblico ensinado pela história de Hami.

(Portas Abertas)

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