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Indiciado por feminicídio confessa que mentiu para Ana Carolina entrar na casa dele

Doglas de Oliveira, 29 anos, foi responsabilizado nesta segunda-feira pelo assassinato e estupro de Ana Carolina Vinholes de Meneses Morais, 12 anos

Para atrair Ana Carolina Vinholes de Meneses Morais, 12 anos, para dentro da casa dele, em Santana da Boa Vista, no sul do Estado, Doglas de Oliveira, 29 anos, mentiu para a criança. Foi o que relatou em depoimento à Polícia Civil – detalhe revelado nesta segunda-feira (22), quando a investigação foi concluída. O homem, vizinho da família da garota, contou aos policiais ter dito para a menina que a mãe dele, que é costureira, estava na residência e, por isso, ela entrou na moradia. Na sequência, conforme a delegada Débora Dias, a vítima foi atacada, estuprada e morta.

Ana Carolina residia com a mãe e o padrasto próximo da casa onde foi assassinada. Na tarde de 10 de junho, a criança foi até a casa onde Oliveira vivia com a mãe. A menina procurava pela costureira, mas quem atendeu na porta da moradia foi o filho dela. Segundo a delegada, o homem relatou ter pedido à criança para subir as escadas. Alegou que no segundo piso encontraria com a mãe dele. Mas, sabendo que a mulher não estava em casa, conforme a delegada, foi atrás da garota e atacou a vítima.

A análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontou que Ana Carolina foi morta por asfixia mecânica e estuprada. O autor confesso admitiu o assassinato, mas negou a violência sexual – o que contraria a perícia. Quando questionado sobre a motivação do crime, o homem alegou aos policiais que teria “ouvido vozes” mandando que ele matasse a criança. Após o depoimento, foi realizada coleta de material genético de Oliveira, para comparar com o encontrado no corpo da menina.

No inquérito remetido nesta segunda-feira ao Judiciário, Oliveira foi indiciado por feminicídio, com outras duas qualificadoras, asfixia e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. O corpo da criança estava escondido dentro de um guarda-roupa e só foi localizado após a mãe da menina procurar por ela na casa e chamar a Brigada Militar.

Ainda conforme a delegada Débora, um outro inquérito foi aberto para apurar outros possíveis crimes sexuais contra crianças e adolescentes, a partir de análise realizada no celular do homem. Oliveira segue detido de forma preventiva na Penitenciária Estadual de Santa Maria, para onde foi transferido na semana passada. Até a tarde desta segunda-feira, não tinha defesa constituída.

Fonte: Gaúcha ZH

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