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Relatório estima que há 50 mil cristãos definhando em prisões na Coreia do Norte

Sobrevivente relata como são os campos de concentração

No dia 9 de outubro a Coreia do Norte comemorou o Dia da Fundação do Partido Comunista, um feriado anual com muitas celebrações que englobam paradas militares e apresentações públicas.

O ministério Portas Abertas, porém, divulgou o resultado de um relatório que estima que mais de 50 mil cristãos estejam presos em locais desumanos, sofrendo abusos de direitos em nome do regime norte-coreano.

Estima-se que 200.000 pessoas estejam presas em uma rede de desfiladeiros e campos na Coréia do Norte. Entre eles, o Portas Abertas estima que 50.000 são prisioneiros cristãos; cerca de 75% não sobrevivem. Uma vez que os crentes são descobertos (os cristãos são inaceitáveis ​​para o regime de Kim que exige lealdade total), suas famílias inteiras são enviadas para um campo de de concentração.

O Portas Abertas realizou na última quarta-feira um dia de oração pelo país, para que os cristãos possam ter a liberdade e sejam livres desse governo brutal e assassino.

Para mostrar a realidade de muitos cristãos que moram naquele país, o ministério compartilhou a história de John Cho que conseguiu escapar para a China, mas foi preso e repatriado, sendo preso aos 15 anos de idade em um desses campos de concentração.

Ele relata que em apenas uma cela, 50 pessoas eram abrigadas, o espaço era tão pequeno que eles se apoiavam um nas costas dos outros. “Recebemos uma pequena quantidade de sopa de macarrão para cada refeição – não precisava de colher nem garfo. Um guarda me disse: ‘Você pode entrar neste lugar por conta própria. Mas se você permanecer vivo, no caminho de volta, precisará das costas de alguém’”, revelou.

“Na minha primeira noite, notei que o homem encostado nas minhas costas tossia muito. De manhã, ele foi encontrado morto. Tortura e insônia causaram febre alta. Os guardas ordenaram que dois homens o arrastassem para fora – era como se ele fosse um animal morto. Naquele momento, pensei: ‘Vou morrer neste lugar’”.

Hoje Cho mora no Reino Unido, mas seu coração ainda está com o seu povo na Coreia do Norte. A aldeia onde ele nasceu fica a cerca de 320 quilômetros do Campo de Concentração de Yodok, ali o regime aprisiona quem comete os chamados “crimes políticos”, o que inclui acreditar em Jesus Cristo.

Recentemente, Cho descobriu um trágico relatório da prisão de Yodok que nos aproxima de quão sombria e séria é a situação – e a extrema necessidade de uma miríade de orações específicas por nossos irmãos e irmãs nessas prisões.

No início de agosto, uma família de quatro pessoas – pai, mãe e dois filhos (não se sabe se eram cristãos) – cometeu suicídio em grupo no Campo de Concentração de Yodok, porque, segundo informações, eles não tinham esperança de serem libertados devido ao seu status político.

Os prisioneiros de Yodok não são mais considerados humanos; portanto, os guardas não tentam manter as famílias unidas no campo. Mas, neste caso, um dos pais estava envolvido em um projeto científico; e os guardas os “recompensavam”, permitindo que os quatro passassem a noite juntos. A família aproveitou a oportunidade para cometer suicídio juntos. O pai matou os filhos, depois a esposa e, finalmente, ele próprio. Eles estavam lá há seis meses.

Por Gospelprime

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