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Casos de contaminação por hantavírus em 2026 no RS não têm relação com surto em navio que partiu da Argentina

Até segunda-feira (11/5), dois casos foram registrados no Estado e afetaram moradores da zona rural

Até esta segunda-feira (11/5), o Rio Grande do Sul registrou dois casos de contaminação por hantavírus, os quais não possuem relação com o surto de hantavirose ocorrido em um navio que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Os casos ocorreram na zona rural, um em Antônio Prado (confirmação laboratorial) e outro em Paulo Bento (confirmação clínica epidemiológica), sendo que esse último levou a pessoa a óbito.

Hantavirose

A hantavirose é uma doença transmitida por meio de urina, saliva, fezes ou mordida de roedores silvestres. No Brasil, ela ocorre na forma de síndrome cardiopulmonar por hantavírus e tem como sintomas iniciais febre, dor muscular, dor de cabeça, dor lombar e náusea, podendo evoluir para falta de ar, taquicardia, tosse seca, hipotensão e choque circulatório.

Existem vários tipos de hantavírus, cada um está associado a uma única espécie de roedor. Os ratos urbanos (ratazana, camundongo e rato de telhado) não são reservatórios dos tipos de hantavírus que ocorrem no Brasil.

Os principais fatores de risco para a doença incluem atividades agrícolas, domésticas ou de lazer que estejam, direta ou indiretamente, associadas à exposição a roedores silvestres, como limpeza de galpões, colheita, trilhas e pescarias.

Histórico de hantavirose no RS

2025 – 8
2024 – 7
2023 – 6
2022 – 9
2021 – 3
2020 – 1

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