
Na terça-feira (30), durante a sessão ordinária, a Tribuna Livre foi utilizada pela coordenadora do Caçapava Geoparque Mundial da UNESCO, Alizandra Silva, que abordou a relevância do Geoparque para o território, especialmente no contexto do processo de revalidação junto à UNESCO.
A apresentação contou também com a presença de Patrícia Freitas, representando a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e Renata Miranda, pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
Durante sua fala, Alizandra destacou que o Geoparque é uma estratégia de desenvolvimento territorial sustentável reconhecida pela UNESCO, baseada na integração entre conservação do patrimônio natural, educação, turismo responsável e participação comunitária. Em Caçapava do Sul, todo o território com 3.047 km², faz parte do Geoparque.
O município é reconhecido oficialmente como a Capital Gaúcha da Geodiversidade, título que reforça a singularidade de seu patrimônio natural. A região abriga formações rochosas com mais de 520 milhões de anos, além de paisagens icônicas como as Pedras das Guaritas e a Serra do Segredo, fósseis da megafauna, como as preguiças-gigantes e espécies endêmicas do bioma Pampa.
A coordenadora também ressaltou que o Geoparque vai além da preservação ambiental, promovendo o desenvolvimento econômico aliado à valorização da cultura local, dos modos de vida, da arquitetura, do artesanato e da gastronomia. Segundo ela, o Geoparque pertence às pessoas e ao território, fortalecendo o sentimento de pertencimento, a identidade local e a autoestima da comunidade.
O processo de revalidação junto à UNESCO, que está por vir, reforça a importância do trabalho contínuo desenvolvido no município, garantindo a manutenção do reconhecimento internacional e consolidando Caçapava do Sul como referência em geodiversidade, educação e turismo sustentável.
Texto: Tauane Alves
Fotos: Tauane Alves







