ColunasDestaques

O Deus de Pelúcia (parte 2)

Pr Alcione Leite

Pr Alcione Leite.
Pastor auxiliar Igreja Familia de Deus. Graduado Ministério Pastoral , Graduando em Teologia Unifil- Londrina

Vivemos em uma geração que já não suporta o Deus das escrituras, por isso criou um deus a sua própria imagem, dócil, inofensivo, manipulável, previsível: o deus de pelúcia.

Como falei  edição anterior, o termo “Deus de pelúcia” não é uma afronta contra o Deus Santo da bíblia, mas apenas uma metáfora para falar de um deus moderno, onde o pecado já não é abominável, já não gera separação, não exige arrependimento, entre o Deus santo e o homem pecador, onde o pecado recebeu nomes, como distúrbios, síndromes, ou compulsões, que pode ser explicado ,tratado ou administrado, mas raramente confrontado, afinal esse deus contemporâneo é amoroso, compreensível e acima de tudo tolerante, ele aceita tudo, acolhe tudo, valida tudo. Mas esse não é o Deus das escrituras.

Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que         nele crê, não pereça mas tenha a vida eterna.

 Joao 3.16 Bíblia King James.

A Cruz revela um Deus que não ignora o pecado, mas o confronta com absoluta justiça.  Cristo, o único filho precisou morrer de forma substitutiva e sacrificial para resgatar ao homem pecador e é nesse contexto que revela- se o Deus Santo e Justo que optou em não poupar seu filho. E conforme 2 Coríntios 5.17-21 apresenta ao homem que através de Cristo há uma nova possibilidade de vida, uma vida regenerada, Onde Deus puniu em seu filho a sentença do pecado para reconciliar consigo toda a raça humana em Cristo, o Deus Santo já não olha mais para o passado, mas sim para o futuro, não pergunta o que você fez, mas apresenta uma nova possibilidade de quem, eu ou você podemos nos tornar.  Deus já não nos define pelo histórico cabuloso do nosso passado, mas sim pela transformação e regeneração em Cristo, que se inicia um novo futuro em direção ao criador que tomou a iniciativa dessa reconciliação, não se trata de adaptação ao pecado, mas de transformação, não é aceitação ao velho homem, mas sim morte e renascimento em cristo. 2 Coríntios 5.18-19

Por isso nossas desculpas não se sustentam, nossos traumas não justificam o pecado, nossas compulsões, ou síndromes são inaceitáveis, pois não absolvem a alma, explicações não substituem arrependimento. Na Cruz a justiça perfeita foi satisfeita, o homem estava condenado á morte eterna e encontrou redenção em Cristo, que tomou o nosso lugar, pagou a dívida que era nossa e abriu caminho de volta ao pai.

Deus então, proporciona o maior evento da história; o resgate do pecador, a graça foi liberada, na cruz o Deus não anulou ou abandonou sua justiça, mas transformou em redenção, ele não ignorou o pecado, por tao cruel e severo que ele era, o homem não tinha como ser livre dele, seu destino era morte eterna e condenação. Ele morreu em nosso lugar.

O triunfo não termina na morte, na sua morte nos trouxe justificação, porem ele RESSUCITOU, agora com a ressureição recebemos vida, e não somente vida eterna, mas vida nova, vida agora, vida hoje.

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17)

Diante disso, o deus de pelúcia, pode confortar consciências, mas não salva almas, se revela uma ilusão acolhedora, porem impotente, ele não salva, não julga, não corrige, não confronta, não transforma, não reconcilia, e não pode nos levar de volta para casa.

E o Senhor?   Deus da bíblia? Não é moldado pelo homem, ele confronta o homem, não é domesticado pela cultura, ele à julga, não é confortável, ele é Santo e conforta o arrependido que vai até ele por intermédio de Cristo.

E as pelúcias? … são meras brincadeiras infantis, de uma geração que trocou a verdade pela conveniência.

Comentários

Artigos relacionados

Fechar

Adblock Detectado

Considere nos apoiar desabilitando o bloqueador de anúncios