
Pai…
Você foi um herói.
Quantos filhos gostariam de poder dizer isso? Você representou muito ao longo dos meus dias, sempre esteve presente quando eu precisei.
Ah, sim… A partir dessa simples e linda afirmação, quanta coisa se imagina… E quantos filhos jamais viveram sequer um pedacinho dessa frase?
E quantas mães se culparam ao ver a barriga crescer, pensando: “E agora, o que vai ser?”
Mas a resposta elas mesmas encontraram:
“Filho, eu vou te amar. Vou fazer de tudo para te fazer feliz. Meu maior esforço sempre será para te ver sorrir, te ver crescer e te ensinar a ser alguém na vida.”
Quando o papel de mãe se transformou também em papel de pai, ela não pensou em quem plantou a semente, mas lutou com todas as forças para que o fruto crescesse viçoso.
Tantos conceitos… Tantas atitudes… Ou tanta falta de atitude.
Quantos filhos cresceram sem o abraço, sem o carinho, sem o afeto, sem a presença paterna?
Quantas mulheres choraram em silêncio, e foram julgadas — quem sabe, quantas?
Quantas, ao verem o corpo mudar, se encheram de medo sobre o que teriam que enfrentar dali em diante? Quantas perguntas ficaram sem resposta? E quantas sequer conseguiram curtir plenamente a gestação, pois a preocupação com o futuro as consumia?
Mesmo assim, muitas fizeram daquele tempo o mais lindo de suas vidas, já amando, em cada detalhe, o ser que carregavam. E isso as torna verdadeiras fontes de inspiração para uma vida inteira.
Mas nem tudo são flores.
Em outros tempos, muitas foram expulsas de casa ao dizerem: “Eu vou ser mãe.”
Sem apoio, quase sem ter o que fazer, deram uma reviravolta na vida e lutaram pelo amor aos filhos. E por isso, merecem todo o respeito.
Existem ainda aquelas que silenciam a voz que gostaria de dizer:
“Filho, eu faço o papel dos dois.”
Mas a pergunta do filho ecoa pela vida:
“Mãe, quando vou conhecer meu pai?”
“Mãe, o que será que ele vai dizer quando me enxergar?”
O coração dela perde o compasso ao ouvir isso, pois foi sempre ela quem fez tudo.
E eu admiro essas mães: por sua coragem, por seu amor, por sofrerem caladas, por vencerem barreiras, e ainda assim ouvirem perguntas dolorosas como:
“O que você fez para o meu pai não estar aqui?”
Desde o momento em que soube que seria mãe, nasceu nela uma fonte de amor inesgotável, inexplicável, sem medida.
Quem é mãe entende cada letra dessas palavras.
O tempo passa. A vida segue seu curso.
A menina cresceu… A pergunta nunca se calou: “Onde está o meu pai?”
Ela não respondia. Apenas abraçava com carinho e continuava seu papel de pai e mãe.
Trabalhou muito. Foi incansável para que nada faltasse aos filhos.
Nunca tocava no assunto “pai”.
Com sabedoria, demonstrava seu imenso amor.
Não falava mal, nem bem. Apenas oferecia muito amor como resposta à ausência.
Dava o exemplo de como amar, de como ser fortaleza dentro do lar.
Imagino que sofria calada… E qual dor não se apaga, ao ouvir a voz de um filho?
Essa é a história real de uma menina que, aos 15 anos, perdeu a mãe. Ajudou a criar os irmãos.
Conheceu o pai apenas aos 25 anos de idade.
Ao ouvir a voz do pai, as perguntas encontraram resposta.
Ela esqueceu a raiva por ele nunca ter aparecido.
Talvez só ele e a mãe soubessem os porquês de tudo.
A vida apresentou a conta. A soma foi diferente, mas o resultado final foi este:
O pai entrou com ela no dia do casamento.
Tentou recuperar o que os dois haviam perdido ao longo da vida.
Se eu pudesse dizer algo, diria:
Pai será sempre Pai.
Feliz Dia dos Pais







