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Plano de monitoramento do coronavírus é apresentado aos coordenadores regionais da Saúde

Por Marcelo Marques, com informações da Secom/RS

Os coordenadores das 19 regionais da Secretaria da Saúde (SES) do RS estiveram reunidos em Porto Alegre na terça-feira (4) para alinhamento das estratégias de assistência e monitoramento do coronavírus. Até o momento, não há casos confirmados no Brasil. Mesmo assim, a SES já definiu um plano de ação e contingência a possíveis casos de infecção pelo novo vírus, que começou a circular na China desde o final de 2019.

O plano foi apresentado pela equipe do Centro de Operações de Emergências (COE) da SES, instituído na semana passada, tendo como atribuições investigar, manejar e notificar casos potencialmente suspeitos da infecção pelo coronavírus. Esse trabalho conta com a parceria da Divisão de Vigilância Epidemiológica e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

As ações descritas são embasadas no conhecimento atual sobre o novo coronavírus (2019-nCoV) e estão em consonância com as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Todo o caso suspeito deve ser tratado como um alerta. A tomada de decisão será realizada após discussão conjunta entre município, Estado, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (para as áreas de portos, aeroportos e fronteiras) e Ministério da Saúde.

Hoje, é considerado caso suspeito quem nos últimos 14 dias esteve na China e apresente febre acompanhada de algum sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar) ou quem teve contato com um caso suspeito e também apresente esse quadro clínico.

Ao se definir um caso como suspeito, é importante proceder com o isolamento do paciente, por meio da colocação de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais. Da mesma forma, os profissionais de saúde que atendem a pessoa devem estar com os equipamentos de proteção individual (EPIs) previstos pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa).

Aos casos que não apresentarem sinais de gravidade, após o atendimento médico é orientado o isolamento domiciliar por até 16 dias (ou até o fim dos sintomas). Neste período, o caso segue acompanhado pela Atenção Básica e pela Vigilância em Saúde do município. Nas situações em que o paciente apresente alguma gravidade do seu estado clínico, a internação deve ser avaliada junto à Regulação Estadual para a avaliação do caso e se há a necessidade de transferência para outro hospital.
Mais informações em www.saude.rs.gov.br/coronavirus.

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