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Quem sustenta quem? O cidadão e a máquina pública

por Everton Moreira

O Estado, em todas as suas esferas — União, Estado e Município — deveria existir para servir à população. Porém, na prática, muitas vezes parece funcionar de forma inversa. Em vez de facilitar a vida do cidadão, cria cada vez mais regras, burocracias e impostos que pesam no bolso de quem trabalha e produz.

A cada ano surgem novos tributos, taxas ou aumentos disfarçados. O argumento quase sempre é o mesmo: falta de recursos para saúde, educação ou segurança. No entanto, ao mesmo tempo, cresce o número de cargos públicos, secretarias, assessorias e estruturas administrativas que consomem grande parte do dinheiro arrecadado.

Isso gera uma sensação de que o cidadão trabalha cada vez mais para sustentar uma máquina pública cada vez maior. Em muitos casos, a política deixa de ser um instrumento de gestão eficiente e passa a ser um meio de manutenção de poder. Criam-se cargos, distribuem-se funções e ampliam-se estruturas que ajudam a fortalecer grupos políticos e garantir permanência no comando.

Enquanto isso, o contribuinte continua pagando a conta. O problema não é a existência do Estado em si, mas quando ele deixa de ser um servidor da sociedade e passa a agir como se fosse dono dela. Um governo eficiente deveria buscar reduzir desperdícios, simplificar a vida do cidadão e garantir que o dinheiro público retorne em serviços de qualidade — e não apenas em mais impostos e mais cargos.

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